O Universo é constituído essencialmente por espaço "vazio", originando um amplo espaço negro onde se pode encontrar uma imensidão de pontos luminosos. Se olharmos com instrumentos próprios, podemos descobrir que esses pontos são constituídos por milhares de milhões de estrelas que no seu conjunto formam uma galáxia. Assim, uma galáxia é constituída essencialmente por estrelas.
No início do séc. XX, a distinção entre a nossa galáxia e o restante Universo não era ainda clara. De facto, embora a Astronomia tenha registado extraordinários progressos desde meados do séc. XVII, no início dos anos 20 ainda existia a convicção de que a nossa galáxia era única e que – para além dela – o Universo era essencialmente vazio.
A existência de galáxias exteriores à nossa só ficou bem esclarecida em 1926, por Edwin Hubble (1889-1953), com a utilização de um telescópio.
A galáxia a que pertencemos, chamada Via Láctea é, afinal, apenas uma entre muitas, actualmente podem observar-se mais de mil milhões de galáxias!
A disposição das estrelas numa galáxia pode dar origem a conjuntos com formas bem definidas ou conjuntos sem forma definida. As primeiras designam-se por regulares; e podem ter forma elíptica ou espiral. As segundas designam-se por irregulares.
O estudo das galáxias, desenvolvido nas últimas décadas, levou à conclusão de que elas se agrupam em agregados ou enxames de galáxias, cada um deles constituído por um número de galáxias que pode ir de poucas dezenas a algumas centenas.
O enxame ao qual a nossa galáxia pertence é geralmente designado por Grupo Local, sendo constituído por mais de trinta galáxias.
Por outro lado, os enxames de galáxias agrupam-se em superenxames de galáxias. O Grupo Local faz parte do superenxame da Virgem ou superenxame Local. Conhecem-se actualmente vários superenxames. Estes parecem representar a hierarquia máxima dos sistemas que constituem o Universo.